
Você tem pensado assim, só que em dólares… Crédito da foto
A semana começou com o dólar caindo no Brasil, mas conforme eu suspeitava, na Argentina a moeda americana tende a subir, e não sozinha. O real deverá seguir o mesmo caminho.
Em comparação com a quinta-feira 23 de outubro, quando escrevi este post, o dólar no Brasil caiu de 2,31 para 2,244 reais. Na Argentina, o dólar subiu (3,285 pesos para compra; a venda tocou os 3,315 pesos).
Fevereiro de 2010: levar real x peso x dólar para a Argentina?
Quinta passada, quem optasse por trazer reais e vendê-los aqui receberia 1,24 peso como melhor cotização. No começo dessa semana, recebe 1,37 peso por cada real. A moeda brasileira subiu nada menos que 0,13 centavos de peso em dois dias na Argentina. Ainda continua valendo a pena trazer dólares, mas compare: com a conta de hoje, você gastaria menos reais para comprar dólares no Brasil e receberia mais pesos que no post anterior ao vender estes dólares em Buenos Aires. Se trouxesse reais e os vendesse por aqui, receberia mais pesos que antes também.
Quem leu o post Argentina preocupada com o Brasil na crise viu que muito provavelmente é o que seguirá acontecendo, ainda que o real não volte a tocar os altos patamares em que estava em relação ao peso antes da tal crise financeira. Melhor dito: é o que precisa acontecer.
Férias e viagens aparte, de alguma maneira espero, para o bem do Brasil, que o real se estabilize o mais rápido possível, e para o bem da Argentina, que sua relação comercial com o Brasil não se veja demasiado prejudicada. Para o estrago não ser muito grande é urgente que o peso se desvalorize ainda mais, coisa que ninguém que poupe em pesos gostaria de ouvir. Como acho que são bem poucos – os argentinos pensam mesmo é em dólar -, a desvalorização frente ao real só deixaria verdadeiramente chateados aqueles que já estavam festejando umas férias mais baratas para o Brasil no próximo verão… Só que em economia não se pode pensar assim.
Tudo isso só depende da equipe econômica argentina, um “exército de um homem só”. E não é o atual ministro Carlos Fernández – é o ex-presidente Néstor Kirchner, a “mão invisível” das pampas.
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