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	<title>Cartas Argentinas &#187; Turismo</title>
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	<description>Tudo o que acontece na Argentina, em bom português</description>
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		<title>Planejando viajar à Argentina?</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 07:41:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Muita gente tem chegado a meus últimos posts buscando saber a quantas anda o real por estas pampas, os efeitos da crise financeira mundial na economia argentina, no turismo&#8230; Na mosca: estão planejando viajar, não é mesmo? Foto Portanto, gostaria de saber se diante de uma desvalorização do real frente ao dólar ainda não acompanhada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muita gente tem chegado a meus últimos posts buscando saber a quantas anda o real por estas pampas, os efeitos da crise financeira mundial na economia argentina, no turismo&#8230; Na mosca: estão planejando viajar, não é mesmo?</p>
<p><img class="aligncenter" title="Bandeira argentina" src="http://farm4.static.flickr.com/3075/2354868933_3a8c533d64.jpg?v=0" alt="" width="500" height="223" /></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://flickr.com/photos/cadampol/2354868933/" target="_blank">Foto</a></p>
<p>Portanto, gostaria de saber se diante de uma desvalorização do real frente ao dólar ainda não acompanhada pelo peso, os leitores que pensam vir à Argentina mantêm seus planos de viagem.</p>
<p>Até que ponto isso pode influenciar sua decisão?</p>
<p>E você que já se decidiu, quando vem à Argentina? O que tem ouvido a respeito dos preços praticados por aqui? O que mais os atrai? Quais os principais comentários de amigos ou parentes que visitaram o país há pouco tempo?</p>
<p>Aliás, se você visitou a Argentina recentemente ou mora aqui, é mais que bem-vindo a comentar também. Sua opinião e os dados que possa aportar interessam a todos e podem ser muito esclarecedores. Preencham os dados dos comentários direitinho, assim é mais fácil mantermos o contato e criar uma comunidade legal!</p>
<p>Obrigada, e aguardo vocês!</p>
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		<title>Turismo brasileiro na Argentina: acertei em cheio!</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Oct 2008 18:07:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É certa a preocupação quanto à desvalorização do real frente ao peso para o turismo na Argentina. Até que ponto isso pode afetar o forte fluxo de brasileiros que visitam a Argentina? Para minha surpresa, pouco após ter escrito o post de ontem percebi, no feed do La Nación que mantenho na coluna à direita [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É certa a preocupação quanto à desvalorização do real frente ao peso para o turismo na Argentina. Até que ponto isso pode afetar o forte fluxo de brasileiros que visitam a Argentina? Para minha surpresa, pouco após ter escrito o post de ontem percebi, no feed do La Nación que mantenho na coluna à direita esta notícia: &#8220;Temor por uma queda do turismo brasileiro&#8221;.<em></em></p>
<p><img class="aligncenter" title="Hotel Llao Llao, Bariloche" src="http://farm3.static.flickr.com/2216/2461665425_90690a4201.jpg?v=0" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://flickr.com/photos/poperotico/2461665425/" target="_blank">Foto</a></p>
<p>A nota destaca, conforme dito neste blog, que o Brasil é o principal cliente da Argentina em Buenos Aires e Bariloche. Ricardo Roza, presidente da Associação Argentina de Agências de Viagens e Turismo, afirma que os brasileiros “poderiam ver-se imediatamente afetados se entrassem num período de falta de liquidez e recessão, já que, além do turismo de neve, para eles Buenos Aires é uma cidade muito motivante no quesito compras”.</p>
<p>Roza tranqüiliza com o fato de esta próxima temporada (verão) já estar vendida e, portanto, garantida. Mas considera que a partir de março de 2009 a Argentina deveria ter “preços mais baixos para conseguir uma vantagem competitiva como em 2001, quando muitos mercados que não nos tinham em conta (a Argentina) o fizeram, e hoje são nossos clientes”.</p>
<p>Nada disso é delírio: turismo e exportação de <em>commodities</em> (principalmente soja) podem ser tidos como os dois grandes pilares que salvaram o país depois da crise de 2001, cada um a seu modo, gerando benesses e movimentando ramos distitos da economia &#8211; mas sempre movimentando-os. Um exemplo: quando vim a Buenos Aires pela primeira vez, no final de 2000, encontrar alguém que ao menos tentasse entender algo de português era mais difícil que ver uma bola de fogo no céu. Falei em inglês com quem pude, porque ninguém falava inglês também. Certamente falei portunhol, esse idioma em que já perdi fluência! Dava mais frutos fazer cara de dedo e tratar de entendê-los. Melhor pra mim: em três semanas, eu estava falando espanhol.</p>
<p>Retornei em plena crise de 2001 (vi tudo aquilo, sou especialista, pode perguntar!) e depois em fins de 2004. Desde então, em poucos meses perdi a conta de quantas pessoas me diziam que estavam aprendendo português, queriam praticar comigo ou diretamente me perguntavam quanto eu cobrava para dar aulas. Nosso idioma é essencial para os cursos de turismo, o mercado de aulas de português é uma realidade que há sete anos pareceria uma loucura, ainda que os argentos paguem pouco. Basta entrar no Café Tortoni e escutar português sendo falado em todos cantos &#8211; e os garçons entendendo. Preconceitos ainda afloram, mas é muito mais difícil que não te olhem nem te dêem atenção por ser moreno/negro, por exemplo, algo que, lamentavelmente, era muito comum antes (sim, quem visitava a Argentina bem antes que eu me confirmou isso em primeiríssima pessoa).</p>
<p>Para quem quiser bisbilhotar a nota original, <a href="http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1056811" target="_blank">aqui está</a>. Uma observação: a redação falha quando o título se refere aos brasileiros e o texto só fala disso no final, privilegiando considerações quanto a outros clientes (americanos e europeus, no caso). Fazer o quê?</p>
<h3>Comentários</h3>
<p>Se quiserem rir um pouco, tomem um tempinho para ler os comentários dos argentinos. Entre os mais equilibrados, está o de nick <strong>iaciuk</strong>, para quem, com os preços que pretendem cobrar nas praias argentinas, já no ano passado era mais conveniente ir ao Brasil, “considerando que (as praias) são muito melhores&#8221;. E arremata: “Este ano, se o dólar se mantiver acima dos 2,10 reais, não restarão dúvidas”.</p>
<p>Mais exaltado, <strong>Cachonosky,</strong> concorda: “Não há mal que não venha para bem!”, se exalta. &#8220;Com sorte e vento a favor, em 2009 estaremos mais perto da água quentinha.” Com “sorte” ele se refere à desvalorização do real frente ao peso (como se este também não fosse se desvalorizar…) e a “água quentinha” são as praias brasileiras, já que as águas argentinas são gélidas. Aliás, ele próprio pondera: “Claro que depende também de como o nosso governo (argentino) decida colocar o tipo de câmbio, e de como cada um de nós possa ir enfrentando o temporal”. Mas termina seu comentário confiante: “<em>Suerte muchachos! La aventura es la aventura!</em>” Parece que este vai carimbar o passaporte de verde-amarelo assim que puder.</p>
<div class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img title="Mar del Plata" src="http://farm1.static.flickr.com/85/369537621_42d8a770f7.jpg?v=0" alt="Essas barracas são alugadas e protegem do forte vento. Muito comum nas praias argentinas." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Essas barracas são alugadas e protegem do forte vento. Muito comum nas praias argentinas.</p></div>
<p style="text-align:center;"><a href="http://flickr.com/photos/boreritos/369537621/" target="_blank">Foto</a></p>
<p>Já o revoltado <strong>Max27</strong> pergunta: “Com os problemas que se avizinham, não devemos nos preocupar somente com o turismo! Há problemas mais sérios e não é o caso de tratá-los superficialmente”. Daí em diante, começa a reivindicar todos os problemas internos pelos que passa a Argentina atualmente. O usuário <strong>datadb2</strong> lembra as épocas em que os argentinos eram os principais clientes de turismo no Brasil e acha que a diferença é que os brasileiros estão mais acostumados a viver e a trabalhar com turismo que os argentos (neste último ponto concordo com ele; a profissionalização de nosso setor de turismo é bem maior e evidente).</p>
<p>Há ainda os negadores da realidade, como <strong>viking</strong>, que diz: “A insegurança espanta o turismo”, em resposta ao usuário <strong>Martik</strong>, que diz não haver competição entre Argentina e Brasil como destino turístico, já que são diferentes e, por isso, complementares. Nosso amigo <strong>viking</strong> nega toda e qualquer crescente violência em Buenos Aires; é daqueles argentinos que continuam usando o tema violência para desmerecer o Brasil.</p>
<p>O ápice mesmo fica por conta de <strong>Darkslater:</strong> “Ainda não entendo como no ano passado me saiu mais barato ir ao Brasil que à costa argentina”. Ao que lhe responde um argentino que se autobatiza <strong>antoninho</strong>: “É que no Brasil te cobram barato para que você volte sempre!” Acho que muitos brasileiros e estrangeiros em geral que vêem à Argentina ou vivem aqui identificam muito bem o grau de afano nos preços de que fala <strong>antoninho</strong>! Mesmo com o real valendo mais que o peso, hein! O que acham?</p>
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