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Chile ganha e derruba técnico argentino

October 22nd, 2008 · No Comments · Futebol, Seleção argentina

A notícia é de pouco tempo atrás e sua repercussão continua. Por primeira vez na história, num jogo oficial, a seleção do Chile venceu a da Argentina. Isso foi no passado 15 de outubro, e no 16 os chilenos comemoraram o dia todo – nem a presidenta Michelle Bachelet escondeu a felicidade -, enquanto os argentinos minimizavam a derrota. Afinal, por que sofrer por perder do Chile?

A verdade é que doeu.

A Argentina fez pouco caso do Chile. Antes do jogo até se entende, mas como bons argentinos, fizeram pouco caso da derrota (ou pelo menos tentaram). E da festança chilena, que era retratada como se fosse a surpresiva alegria de uma seleção de alguma ilhota do Pacífico que teve a sorte de vencer os argentinos. Os apresentadores de TV por aqui apresentavam imagens da festança do outro lado da cordilheira dos Andes e mantinham um olhar de quem via uma iguana sentada num café pedindo uma medialuna.

EL COCO VERSUS EL LOCO

Aquele magro 1-0 fez mais estragos ainda: em menos de 24h, o técnico da seleção argentina Alfio Basile apresentou sua indeclinável renúncia. A seleção do “Coco” Basile (como é chamado por aqui) perdeu para um Chile preparado pelo argentino Marcelo Bielsa, “El Loco” Bielsa. Seu último serviço prestado foi trazer para casa a primeira medalha olímpica de ouro para o futebol argentino em Atenas 2004 (Bielsa dirigiu a seleção entre 1998 e 2004). Desde então, ficou de molho até ser contratado para comandar a equipe chilena em agosto de 2007.

Até agora, a vaga de técnico continua em aberto e na fila estão Maradona, Carlos Bianchi e Miguel Ángel Russo (técnico do San Lorenzo, ou “o time do coração do Senhor dos Anéis, Viggo Mortensen”). Nem é preciso dizer que o primeiro ganha tantas manchetes quanto divide opiniões. Os conciliadores preferem afirmar que “alguma” relação Maradona vai ter com a seleção, ainda que não seja na condição de técnico.

Poderia ser na de “preparador de sucos com Rohypnol” do livro de receitas de Carlos Bilardo – sim, como aquele que prepararam para o Branco na Copa de 90 na Itália. Só que agora, podia dar de beber pros argentinos, mesmo.

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PS: Fazem tanta piada com o Kaká (“caca”, merda, ainda que a sílaba tônica seja o primeiro A) e o Elano (soa como “el ano”, literalmente “o ânus”, em espanhol). Mas nunca vi nenhum brasileiro fazer a piada óbvia com o nome do Coco. Somos bonzinhos.

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